Tumba revela complexidade dos maias

Pessoa enterrada fazia parte da elite da sociedade maia.
Em vida, ele passou por diversos tratamentos dentários.
Um esqueleto do século 7 encontrado numa tumba elaborada em Honduras mostra que os maias que viveram na região tinham uma cultura e uma sociedade mais complexas que o que se imaginava, disseram antropólogos.
A construção da tumba, os restos mortais humanos e os artefatos encontrados perto dali mostram que a pessoa enterrada fazia parte da elite da sociedade maia, que morava num complexo urbano, de acordo com o estudo publicado na "National Geographic News".
A tumba foi descoberta cerca de 450 metros a oeste do centro cerimonial maia da Acrópole, em Copan, no oeste do país. Copan é um patrimônio da humanidade da Unesco por causa de seus monumentos e hieróglifos maias.
"É uma construção extraordinária", disse o professor Allan Maca, da Universidade Colgate, em Nova York, que liderou a equipe de pesquisa. "Jamais encontramos nada fora daquela área que seja tão elaborado ... Não tínhamos um panorama da complexidade social e política da cidade em si, além do coração cerimonial onde fica a Acrópole."
A equipe passou dois anos escavando e documentando a descoberta. As conclusões mostram que o esqueleto pertence a um homem que morreu perto dos 50 anos de idade. Ele sofreu várias infecções debilitantes e tinha deformidades. Também passou por um detalhado tratamento dentário, incluindo incrustações em jade.
''Os estudos do osso indicam patologias incomuns, o que sugere que tenha sido uma pessoa muito singular", disse Maca. "A variedade e o padrão das modificações dentárias jamais tinham sido vistos na área maia."

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